sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Luiz Gonzaga

Imagem retirada do Google




No último dia 13 de Dezembro, Luiz Gonzaga faria 98 anos de idade, e como homenagem, resolvi pegar o texto do Blog de Roberval Paulo, que fala do início da carreira do Rei do Baião.
Esse texto a seguir, Roberval Paulo, retirou do site Luiz Américo - História da MPB


Na pequena cidade de Exú, no interior de Pernambuco, seu Januário José dos Santos e D. Ana Batista de Jesus, teriam seu segundo filho, nascido no dia 13 de dezembro do ano da graça de 1912 e batizado com o nome de Luiz Gonzaga do Nascimento. Seu Januário era também sanfoneiro respeitado e animador de todas as festas locais e lhe satisfazia ver em seu filho o gosto pelo instrumento, contrariamente à sua mulher. Aos 18 anos, Luiz Gonzaga, já tocando muito bem a sanfona, tomou a resolução de deixar para sempre a cidade onde nascera. Alistou-se no exército, tornando-se recruta nº 122, justamente na época em que estourava a revolução de 1930. Depois de ter lutado na Paraíba, contra os revoltosos, foi a várias cidades do Norte. Em Terezina, conseguiu ser engajado numa tropa que ia para o Sul. Passou por Minas e depois por São Paulo. Em 1939, estava no Rio de Janeiro. 

Resolvido a ganhar a vida com o instrumento que tão bem dominava, Luiz começou a tocar no mangue do cais do porto. A seguir, foi a vez de mostrar seu talento nos programas de calouros das rádios. Inicialmente, fracassou, ganhando depois com "O Vira e Mexe", no programa de Ary Barroso, nota cinco e um prêmio de quinze mil réis,. Daí por diante, seu nome começaria a aparecer. No dia 1º de março de 1940, gravou seus dois primeiros discos, como solista de sanfona, interpretando as músicas "Véspera de São João" e "Numa Seresta". Fez carreira nas rádios cariocas, até 1944, quando seria despedido da Rádio Tamoio. Já havia gravado cerca de setenta composições, todas com ritmos do Nordeste. Em 1945, conheceu Humberto Teixeira, com quem iria lançar definitivamente o Baião no Sul do país. A parceria foi muito fecunda e, como o mercado mostrava-se aberto para a música nordestina, logo surgiu uma variedade de composições da autoria da dupla. No dia 24 de maio de 1946, um de seus grandes êxitos, a composição intitulada "Baião", gravada pelo grupo "Quatro Azes e Um Coringa", em disco Odeon nº 12724, consolidaria a aceitação do gênero por todo o país. 

Com a indumentária de vaqueiro e um linguajar tipicamente nordestino, Luiz Gonzaga levou a todo o território nacional, através de sua música, os costumes, o folclore e os problemas do Nordeste brasileiro, uma região esquecida. Em 1947, o já chamado Rei do Baião se imortalizaria com a famosa "Asa Branca", gravada em disco RCA Victor. Apesar do enorme sucesso da parceria com Humberto Teixeira, esta teria fim quando, em 1950, Humberto se elegeu deputado. Mas Luiz Gonzaga encontraria um outro parceiro tão bom quanto o primeiro: o médico José de Souza Dantas, mais conhecido como Zédantas, que morreu aos 41 anos de idade. São eles os responsáveis pela belíssima "Vozes da Seca", que constitui um alerta às autoridades e ao povo brasileiro para o difícil problema da seca no Nordeste. Luiz Gonzaga foi o primeiro artista tipicamente nordestino a conquistar os grandes centros e, através dele, de seu valioso trabalho, o nordestino passou a ser mais respeitado, quando veio à tona a riqueza de sua cultura. Sua influência foi mais marcante que a de Catulo, no início do século, pois enquanto este deu ênfase apenas ao lirismo em seus trabalhos literários e nas letras de suas músicas, Luiz Gonzaga sempre deixou transparecer em sua obra a preocupação maior de levar ao conhecimento de todos os valores da cultura e da arte nordestina.


16 comentários:

  1. Linda homenagem a ele que foi tão importante na nossa música... beijos,lindo dia,chica

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  2. maravilhoso! aqui no Japão, no pós guerra, ele fez muito sucesso! ganhou até versões em japonês, inclusive, de suas músicas.
    grande talento desse nordeste lindo!
    bom dia

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  3. -Foi sim, CHICA, independe da sua origem.

    -ALÊ, lembro de ter visto um post no seu blog, sobre o assunto. Bom dia pra ti também.

    XEROS

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  4. Ana Karla, Luiz Gonzaga é uma estrela que nunca vai sair dos céus do Brasil e do mundo.
    Beijo!

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  5. Luiz respeita Januário! grande Seu Lula ,único e inesquecível.
    bjs

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  6. Passando para te desejar um excelente fim de semana!
    Bjss
    Dani

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  7. Grande mestre da música. Nos deu a letra, melodia e um filho tão maravilhoso quanto ele.

    Linda homenagem.

    Beijos em seu coração
    Kekel

    www.quemmoradentrodemim.blogspot.com
    www.aspalavrasquemedefinem.blogspot.com

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  8. Olá AnaKarla,
    O meu pai adorava o Luíz Gonzaga, foi ele que me ensinou a dançar o baião! Ainda tenho para aqui guardado um LP dele!
    Beijos,
    Manú

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  9. Minha querida!

    Você é uma pessoa muito especial, uma das boas descobertas dessa blogosfera.
    Por isso, hoje, vim antecipar meus votos de um natal mágico na presença de Cristo e que seu ano novo seja repleto de realizações!

    beijos

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  10. Oi Karla,

    Passei aqui rapidinho de manhã, mas estava de saída e não pude comentar.
    Voltei só pra ler esse post sobre o inesquecível Luiz Gonzaga.

    Tão bacana poder recordar essas coisas. Ele marcou demais.

    Fui no Youtube pra ouvir uma música dele, muito legal!

    Parabéns pelo post!
    Beijos

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  11. Homenagem mais q justa.
    Tem pessoas q são imortais,e o Luiz Gonzaga é um deles.
    Tenhas uma ótima semana.
    Sejas feliz.

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  12. - E que o céu brilhe muito, LÚCIA.

    -YASMINE, era uma grande "caba".

    -Obrigada DANI!

    -É mesmo MÁRCIA, Gonzaguinha também foi um grande nome.

    -Obrigada ANABELA.

    -MANUELA, LP era bom demais. "vira o disco"! rsss

    -Ô CÍNTIA, obrigada. Você também é importante na minha caminhada na blogosfera.

    -Que bom LUCINHA, aproveitou pra matar saudadessss.

    -MARI, acho que como Luis Gonzaga, não tem, mas há outros maravilhosos.

    XEROS

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  13. Oi filhota, belo post.
    Vai cartinha fechada
    Não deixa ninguém te abrir...
    Beijos
    Maria Luiza (Lulú)

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  14. Depois que falei contigo, Mãe, é que lembrei: "Vai cartinha fechada, não deixa ninguém te abrir..."
    rsssssssss
    Ri muito aqui.

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  15. ô que saudade! Ainda bem que ele deixou bons discípulos.

    Beijos

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